24/08/2008 08:53

Superiores, Estados Unidos acabam com sonho de uma geração


Norte-americanos comemoram e brasileiros lamentam/Reuters

Acreditava que a seleção masculina de vôlei do Brasil poderia sair de Pequim com mais uma medalha de ouro. Acreditava que os erros da semi e da final da Liga Mundial já eram passado. Mas fui dormir com um nó na garganta e tendo que reconhecer: os Estados Unidos foram superiores e mereceram a medalha de ouro na Olimpíada.

Depois de um primeiro set bem vencido com saque, bloqueio, ataques e erros dos Estados Unidos a favor do Brasil, o time nacional se perdeu em quadra. Como disse o central André Heller após a partida, “foi impossível parar o ataque dos EUA”. E teve mais, foi impossível parar o saque norte-americano.

A partir da segunda parcial, Stanley e Priddy acabaram com a recepção brasileira. Era serviço forçado, passe quebrado para Marcelinho, bola na ponta e bloqueio dos Estados Unidos. Como já é característica dessa equipe, a defesa esteve presente em todos os momentos e deu muito volume de jogo aos rivais do Brasil. Os ataques brasileiros eram amortecidos pelo bloqueio e sempre havia um norte-americano bem posicionado para arrumar a bola para o levantador Ball seguir a jogada. Enquanto isso, a seleção verde e amarela tentava bloquear, mas a cobertura parecia que pegava a bola no susto e não conseguia colocar na mão de Marcelinho para armar o contra-ataque.

A final olímpica em Pequim consagrou o time mais regular, mais bem armado. Se o Brasil sofria para encaixar o saque e se achar na defesa, os Estados Unidos cresciam em quadra e não perdiam nenhum contra-ataque. Com isso, 3 sets a 1 no placar de virada e a medalha de ouro no peito.

Do lado brasileiro fica a tristeza de deixar os Jogos Olímpicos sem o bicampeonato. Talvez o ouro das mulheres tenha aumentado ainda mais as esperanças de uma medalha dourada com os homens. A prata tem sempre o gosto da derrota e ainda carrega toda a pressão que esse time viveu com a saída conturbada de Ricardinho. Ele pode ter feito falta à seleção, mas não resolveria os problemas dessa final. Faltou ao Brasil uma defesa melhor, para conseguir contra-atacar, e um saque que tirasse o passe da mão de Ball. Isso Ricardinho não faria sozinho...

Acabou mais um ciclo olímpico e a carreira de um gigante na seleção. Gustavo fez seu último jogo com a camisa do Brasil e, além da medalha, deixa Pequim como o melhor bloqueador da competição, um título reconhecido, não pela sua atuação na decisão e sim, por todo o campeonato. Sua saída é uma despedida que indica que essa geração, que levou quase tudo o que disputou, está chegando ao fim. Bernardinho também não sabe se segue no comando do time. Serginho já ameaçou deixar a equipe para ficar mais com a família. Giba acha que fica apenas até o Mundial de 2010. É a hora de guardar a imagem das vitórias da seleção brasileira e já pensar no futuro. Que o time volte ao topo com o outro ciclo que se começa. E você, o que achou da campanha do Brasil em Pequim? Clique aqui e dê a sua opinião
enviada por Aretha Martins



23/08/2008 12:31

Mulheres do Brasil lavam a alma e são ouro em Pequim


Emocionadas no pódio, brasileiras exibem cartaz que diz: "Carol e Joyce, vocês tb são ouro"/AFP

Foi de tirar o fôlego! A final feminina do vôlei na Olimpíada de Pequim teve de tudo um pouco. Passeio do Brasil, domínio dos Estados Unidos e equilíbrio total no último set. No marcador, 3 sets a 1 para o Brasil (veja no post abaixo como foi a partida) e a primeira medalha de ouro para essa geração, que lava a alma e deixa para trás a fama de anos de amarelona.

O Brasil mostrou a força de seu conjunto em quadra neste sábado. A vibração de uma jogadora contagiava e outra a cada ponto marcado, mesmo quando estavam atrás no placar. Se o bloqueio amortecia, a defesa acreditava em todas as bolas para mantê-las vivas no jogo. E o bloqueio foi o melhor fundamento do time e não sumiu em nenhum momento. Se o passe não era tão redondo, o ataque tinha cabeça para analisar o lado adversário e escolher onde soltar o braço ou dar uma largadinha cruel.

A levantadora Fofão e a oposto Sheilla foram os nomes dessa medalha de ouro. Fofão fez alguns milagres para recuperar o passe que vinha quebrado e Sheilla honrou a sua posição de jogadora de segurança e, com uma excelente visão de jogo, virou quase todas as bolas que recebeu. Mari também merece o seu espaço. Ela foi uma das que mais errou em quadra. Foi bombardeada com o saque norte-americano e não achou a melhor posição para recepcionar. Mesmo assim, teve frieza para levantar a cabeça, seguir no jogo e segurar as pontas no ataque, mesmo com o bloqueio norte-americano armado. Essa Mari, agora aos 25 anos, não lembra em nada a menina que tremeu e ficou marcada como a responsável pela derrota na semifinal em Atenas contra a Rússia depois de estar 24 a 19 no placar.

E a mudança de comportamento em quadra da seleção brasileira é a marca dessa medalha de ouro. Zé Roberto trabalha com suas atletas desde o vexame nos Jogos de 2004 e agora, com muito treino, ele conseguiu ter um time equilibrado nas mãos. Chega de ir bem na fase classificatória e amarelar nas finais, como no Pan-americano de 2007 ou no Grand Prix do ano passado. Chega de deixar um set perdido acabar com a confiança da equipe. Chega de sair de quadra chorando e procurando culpados pelas derrotas. Agora, como disse no post sobre a semifinal, o Brasil tem mulheres maduras em quadra. Elas perderam um set de lavada para os Estados Unidos e voltaram oara o jogo. Quando o bloqueio estava armado, souberam explorar as jogadas. Elas jogaram finalmente como campeãs e por isso estão com a medalha de ouro no peito.

No Pan do Rio, quando o Brasil ficou com a prata ao cair diante de Cuba na decisão, perguntei para Sheilla na zona mista o que havia acontecido. A resposta foi: “Eu não virei a bola”, com lágrimas nos olhos. Neste sábado, ela e todas as brasileiras viraram as bolas e as lágrimas voltam ao rosto, mas para comemorar. É isso! Valeu muito pelo ouro! E você, leitor, o que achou da atuação do Brasil? Comente aqui!

enviada por Aretha Martins



23/08/2008 12:28

Brasil segura reação dos Estados Unidos e faz história

A seleção feminina de vôlei entrou em quadra neste sábado já com um feito inédito. Pela primeira vez havia passado da semifinal e estava na decisão. O árbitro autorizou o primeiro saque e o time parecia que iria passar como avalanche sobre os Estados Unidos. Porém, as norte-americanas reagiram e atrapalharam o jogo. Não tem problema! As brasileiras realmente queriam fazer história na final olímpica...

A partida começou com boas defesas dos dois lados e o equilíbrio comum a uma decisão. O saque brasileiro entrou na passagem de Fofão e o time conseguiu quebrar o passe norte-americano. Sendo obrigadas a jogar pelas pontas, as norte-americanas pararam no bloqueio nacional. Do outro lado da quadra, Sheilla e Paula Pequeno estavam bem no ataque e o Brasil venceu por 25 a 15.


Parede do Brasil segura os Estados Unidos: foram 16 pontos no fundamento/AP

Tudo estava simples demais para ser uma disputa pelo ouro. Na segunda parcial, os Estados Unidos voltaram para o jogo concentrados e forçando o saque em cima da ponteira Mari. A brasileira, que não é especialista em passe, sofreu no fundo de quadra e as norte-americanas se aproveitaram para defender, armar contra-ataques e dominar o marcador. A vantagem chegou a ser de seis pontos. Zé Roberto colocou Jaqueline no fundo e a equipe nacional melhorou, mas perdeu por 25 a 18.

Na parcial seguinte, o Brasil conseguiu melhorar o passe e Fofão pôde variar as bolas nas pontas e no meio-de-rede. Além disso, o bloqueio verde e amarelo apareceu forte mais uma vez e ajudou a colocar o time na frente. Paula Pequeno ficou marcada na ponta, mas a levantadora Fofão sentiu o bom momento de Sheilla, que foi a jogadora de segurança na partida. Com tranqüilidade e domínio no placar em toda a parcial, o Brasil fez 25 a 13 após um bom saque da central Fabiana.

O quarto set poderia ser o ouro para o Brasil ou a chance dos Estados Unidos seguirem no jogo. Com isso, as norte-americanas voltaram a explorar o saque em cima de Mari e equilibraram. Elas ficaram à frente até o Brasil virar em 11 a 10 com um bloqueio. Sheilla passou a ser mais marcada nas pontas e Fofão precisou usar mais Paula Pequeno e Mari, que reapareceram no ataque. Do outro lado, a oposto Tom Logan conseguia marcar e as duas seleções se alternavam na liderança. No final, o Brasil forçou mais nos ataques e fechou o jogo em 25 a 21 na bola para fora de Logan.

As mulheres do Brasil tiveram uma campanha impecável na Olimpíada de Pequim. Elas perderam apenas um set, na partida contra os Estados Unidos, e ,além de levarem o primeiro ouro para o vôlei de quadra feminino do Brasil, ficam com a melhor campanha de todas as conquistas. Em Barcelona, os homens, também comandados por José Roberto Guimarães, venceram invictos, mas perderam três set. Em Atenas, os homens foram ouro, mas perderam um jogo na primeira fase.

Com o primeiro lugar no pódio, Zé Roberto também faz a sua história. Ele é o único treinador campeão olímpico com a seleção masculina e com a seleção feminina. O Brasil é ouro dentro e fora das quadras!

enviada por Aretha Martins



22/08/2008 12:20

Tem revanche da Liga na final da Olimpíada... Agora é ouro?

A seleção masculina de vôlei mostrou duas caras na semifinal na Olimpíada contra a Itália. Foi apática no começo e aceitou o jogo dos italianos e cresceu e colocou sangue nos olhos a partir do segundo set. Com vibração e muita raça, o Brasil fez 3 sets a 1 e vai encarar os Estados Unidos na final em Pequim. Vai ser a vigança pela semifinal da Liga Mundial?

Na partida desta sexta, a seleção nacional teve seu momento de recuperar o foco e lembrar que estava lutando por uma na final olímpica. No primeiro set, perdido por 25 a 19, nem parecia o time verde e amarelo em quadra. A Itália venceu com bolas nas pontas e um saque forçado que o Brasil simplesmente aceitou. É bom que essa atitude seja esquecida...

Aos poucos, os comandados por Bernardinho foram incentivados por Giba, que cumpre muito bem o papel de capitão, a atuar com vontade e acreditar nas bolas. A partir da segunda parcial, todo ataque no chão era um grito. Grito de raiva, de vontade de virar o placar. Além disso, o bloqueio apareceu e intimidou. Foram 10 pontos nesse fundamento nos últimos sets contra apenas um no primeiro. Essa é a atitude que deve ser levada para a final.



Raça de Serginho na semifinal contra a Itália/Reuters

Contra os norte-americanos, que tiveram trabalho para superar a Rússia por 3 sets a 2, a seleção nacional precisa achar o ponto de equilíbrio entre o sangue nos olhos e a paciência. Os Estados Unidos têm um sistema de defesa bem armado e poucas bolas caem direto no chão. Isso acaba com a paciência de qualquer um, principalmente quando você vai para o ataque louco de vontade. Foi o que aconteceu com o Brasil na derrota na semifinal da Liga Mundial. Faltou calma para explorar mais e aproveitar as chances de contra-ataque. Raça é fundamental e cabeça no lugar para recuperar as bolas também.

A final está definida. Os Estados Unidos querem recuperar títulos da década de 80, quando venceram o Brasil na disputa do ouro na Olimpíada de Los Angeles, em1984. O Brasil quer mostrar que não se abalou com as falhas na Liga Mundial e se manter no topo do mundo. Se no Maracanãzinho era o final da preparação para a Olimpíada e o time ainda não estava 100%, agora é a hora de estar 120%. Que a vontade de se vingar seja um ótimo combustível para o nosso time. Vem o ouro por aí? Clique aqui e faça a sua aposta!

enviada por Aretha Martins



21/08/2008 11:11

Mulheres do Brasil amadureceram e mereceram o lugar na final

O jogo começou tenso e muito disputado, como deveria ser uma semifinal olímpica. Mas aos poucos o Brasil ganhou espaço em quadra, abusou do saque flutuante, armou-se no bloqueio e despachou a China. Foi merecido! Pela invencibilidade ao longo de toda a competição, pelo sangue frio para virar e pela força do time. E agora? Vem a medalha de ouro contra os Estados Unidos?

A partida desta quinta-feira mostrou o que há muito se esperava dessa seleção: maturidade. Os dois times começaram errando demais e nervosos, mas a equipe de Zé Roberto soube se acalmar e arrumar os erros.

A líbero Fabi não estava acertando o passe, mas Mari não teve medo de entrar nas bolas e ajudar no fundo. Enquanto isso, Sheilla e Paula Pequeno viraram no ataque e cresceram no bloqueio. Para completar, Zé Roberto mudou o time no momento correto. Fabiana estava muito marcada e deu lugar para a gigante Thaíssa no meio-de-rede e Jaqueline entrou no segundo set para fechar o fundo de quadra. Conjunto reforçado e 3 sets a 0 no placar.



Apesar da evolução do Brasil, a China ameaçou, nas primeiras parciais, com a sua principal jogada, a china. Essa foi a única bola que o time nacional não conseguiu marcar em nenhum momento. Entretanto, com apenas uma jogada não tem como ganhar. E as brasileiras também tiveram o entusiasmo ao seu favor. Ao melhor estilo asiático de atuar, elas acreditaram em todas as bolas e correram para tentar defesa. Além disso, mediram as forças no saque. Logo viram que o serviço flutuante, sem peso, era a principal arma e aliviaram. Com isso, conseguiram cinco pontos diretos e muitos passes errados do lado chinês.

Esse é o melhor momento da seleção brasileira. As jogadoras estão equilibradas e com paciência em quadra para se recuperar dos erros, estudar os adversários e não perder nenhum set. Agora é a vez de encarar os Estados Unidos na final. Nada de desculpas de sofrerem com a marra das cubanas. Ter as norte-americanas na final é bom porque o jogo não é carregado de rivalidade e as duas seleções vão jogar na bola e não no emocional. História essas mulheres já fizeram com a primeira decisão olímpica, mas elas podem fazer ainda mais. E aí, internautas? É bom pegar os Estados Unidos na final? As brasileiras conseguem o ouro? Dê a sua opinião!

*Foto: Bloqueio é a uma das principais armas do Brasil na Olimpíada/EFE*

enviada por Aretha Martins



20/08/2008 14:00

Jogo fácil tem lá suas vantagens e desvantagens...

A seleção brasileira masculina de vôlei mal suou a camisa para garantir o seu lugar na semifinal da Olimpíada de Pequim. Apesar de contar com 18 mil pessoas na torcida, a China não foi páreo para o Brasil, que venceu por fáceis 3 sets a 0. Mas um jogo tão simples na fase final da competição é bom ou ruim?

Para os brasileiros, o lado bom foi mostrar mais uma vez o poder de bloqueio, que estava um pouco apagado desde as finais da Liga Mundial no Rio de Janeiro. Nesta quarta a dupla saque e bloqueio funcionou perfeitamente e o time nacional fez 12 pontos na rede e não levou nenhum. Supremacia total! E também é muito bom ver Gustavo gigante para cima dos adversários, com a vontade de jogar que o colocou como um dos melhores do mundo na sua posição.



Outra vantagem de ter um adversário fraco do outro lado da quadra é a chance de forçar no saque sem medo nenhum. Se não der certo, um ponto perdido não vai fazer diferença porque logo ele será recuperado no contra-ataque ou no erro dos rivais. Arriscando tudo, Dante, Giba e André Nascimento acabaram com a recepção chinesa e facilitaram o trabalho do bloqueio.

Bernardinho poderia ter aproveitado a simplicidade do confronto para usar mais Rodrigão. Ele ganhou um lugar no time apenas no último set e poderia ter jogado mais para ganhar ritmo e estar mais bem preparado para a pedreira que será o confronto contra a Itália na semifinal (veja post abaixo). Lá o Brasil realmente vai precisar de um bloqueio forte para vencer e Rodrigão ainda sente um pouco os meses que precisou ficar afastado para cuidar de uma lesão no joelho. Por outro lado, o técnico deveria ter deixado os outros titulares em quadra e não precisava ter tirado Giba e André Nascimento. Os dois estavam com fome de bola

Mas, como eu já até comentei por aqui, nem sempre é fácil manter a concentração ao máximo quando o jogo está muito simples. Entretanto, a seleção brasileira não deu muita importância para isso nessa quartas-de-final olímpica. Mesmo dominando a partida do começo ao fim, todos queriam se esforçar e chegar às bolas. Giba foi até fominha demais e furou uma defesa e um ataque na ânsia de marcar um ponto. Esse é o caminho

Já a Itália teve que fazer tudo que sabia para vencer a Polônia no tie-break e avançar em Pequim. E aí está a vantagem de ganhar um jogo duro. O time ganha muito mais moral e pode medir exatamente quais são os erros e acertos para o próximo jogo. Além disso, fica mais concentrado e não “sobe no salto” porque teve que penar para vencer.

Uma vitória sem esforço pode deixar o time confiante demais e achando que pode tudo. Os chineses, já que não conseguiram encarar o Brasil de frente, viraram tietes depois do confronto. Meio time foi tirar foto com Giba depois da partida. Só esse sucesso que não pode contagiar demais e os brasileiros precisam lembrar que o torneio ainda não acabou...

O Brasil teve a chance de arriscar o seu saque e acertar o bloqueio, mas nem explorou muito o seu ataque, já que o Japão aceitou a maioria das bolas. Será que isso tudo fará falta ao time ou a seleção verde e amarela já tem experiência o suficiente para focar na medalha de ouro e passar pelos italianos?

*Fotos: Gustavo bloqueia e Giba vira ídolo para jogadores da China/AFP*

enviada por Aretha Martins



20/08/2008 13:57

Brasil encara um “Brasil azul” na semifinal na Olimpíada

O Brasil entrou em quadra nesta quarta sabendo que, se vencesse, encararia a Itália na semifinal. Sabia também que enfrentaria uma espécie de espelho do outro lado da quadra.

A Azurra força o saque, distribui bem os ataques sem concentrar apenas nas pontas ou no meio, conta com um bloqueio redondo, tem um levantador regular e um homem de segurança que resolve quando precisa. Qualquer semelhança com o Brasil não é uma coincidência. As duas seleções têm estilos muito parecidos e faz tempo que o time de Bernardinho não encara alguém assim.

A força italiana está na regularidade e na variação. Eles têm Mastrangelo, um ótimo central, Bovolenta, muito experiente, e Cisolla, a referência do time. Todos orientados pelo levantador Vermiglio, que já está há anos no time. E o foco desse time é a Olimpíada. Eles deixaram de ser a super potência dos anos 90 graças a problemas internos, mas colocaram as desavenças de lado para treinar para Pequim. Treinaram tanto que abriram mão do convite para jogar a final da Liga Mundial para evitar o desgaste de uma viagem e manter os trabalhos em dia.

Além disso, a Itália vai jogar sem pressão nenhuma contra o Brasil e eles atuam muito bem quando estão soltos em quadra. Os italianos foram, aos poucos, derrubando os adversários e ressurgindo das cinzas dos últimos anos até a semifinal olímpica. Isso lembra um pouco o Brasil em Barcelona, que foi chegando e chegando e levou o ouro.

Mas calma! O Brasil sabe muito bem jogar contra a Itália e nossas estrelas jogam no campeonato italiano e conhecem os rivais muito bem. Para vencer, a equipe nacional tem que manter o foco e começar com um bom saque, para não deixar Vermiglio trabalhar com a bola na mão. O jogo vai ser bom e equilibrado, mas ainda aposto no Brasil original, o que não veste azul.

Na outra semifinal, pedreira total! Rússia, que passou pela Bulgária, encara os Estados Unidos, que venceram a Sérvia apenas no tie-break. Vai ser a força no saque e altura na rede contra um sistema de defesa coeso. Vale conferir!

*Foto: Festa dos italianos nas quartas-de-final/AFP*

enviada por Aretha Martins



19/08/2008 13:43

Equilibrada e bem treinada, seleção vai à semifinal

Mais um jogo em Pequim e mais um 3 sets a 0 para a seleção brasileira feminina de vôlei, agora sobre o Japão nas quartas-de-final. Tudo está dando certo para o time de Zé Roberto. Se a equipe do outro lado defende bem, as meninas do Brasil variam o ataque. Se as adversárias encostam no placar, as brasileiras respiram, buscam concentração e voltam a dominar o jogo. Basta manter essa postura até a final para esquecer os traumas e amareladas do passado e sorrir no topo do pódio.

Depois de mostrarem um ótimo bloqueio na primeira fase da Olimpíada de Pequim, as brasileiras exibiram suas jogadas de meio contra as japonesas nas quartas-de-final em Pequim. E essa tática deve ser repetida na semifinal olímpica, já que o Brasil vai encarar a China, atual medalha de ouro, que joga na defesa como uma típica seleção asiática. As bolas rápidas são mais fáceis de passar pelo bloqueio e parar no chão da quadra adversária. A levantadora Fofão está muito bem entrosada com as centrais Fabiana e Walewska para garantir esse sucesso.

O que ainda assusta um pouco na seleção feminina é o emocional das jogadoras. Depois de arrasar o Japão no primeiro set, as brasileiras relaxaram no segundo e deixaram as rivais crescerem. É normal ter essa queda quando o jogo está muito fácil, mas se o time não souber voltar aos eixos, isso pode ser fatal. Pelo menos até agora, a equipe verde e amarela soube recuperar o foco e segurar o domínio da partida. Prova disso é chegar à semifinal sem nenhum set perdido.

Mas, além da cabeça no lugar, a seleção tem treinado, e muito, para conseguir o seu primeiro ouro em uma Olimpíada. Zé Roberto manteve a palavra e está fazendo suas atletas suarem. Em fevereiro deste ano, ele afirmou que não admitiria “menina de bumbum grande” em seu time e que cobraria empenho de todas em todos os trabalhos. Pelo que se pode ver em quadra, elas entenderam o recado. O resultado dos treinos fortes e pesados é a regularidade e alto nível de todas as atletas. Se uma está em um mau momento, como Mari no último set contra o Japão, outra entra e segura as pontas, como fez Jaqueline. Todas estão com confiança e vontade nos olhos.

A medalha de ouro em Pequim consagraria o trabalho desse ciclo olímpico e acabaria de uma vez por todas com a fama desse time de amarelar nos momentos decisivos. Chegou a hora de ser mulher de verdade e mostrar o que sabe!



*Foto: seleção depois da vitória sobre o Japão/Reuters*

enviada por Aretha Martins



19/08/2008 13:37

China pára a gigante Rússia e surpreende em Pequim

Na Rússia, só a líbero Ekaterina Kabeshova, a levantadora Marina Sheshenina e a levantadora reserva Marina Akulova têm menos de 1,90m de altura. Acha que isso foi problema para a China? Nenhum pouco. As donas da casa eliminaram as gigantes da Rússia nas quartas-de-final em Pequim por 3 sets a 0 com um bloqueio bem armado e certeiro. Tamanho ajuda, mas nem sempre define o jogo...

Nesta segunda foram 14 pontos de bloqueio da China contra apenas nove da Rússia. Para facilitar para as anfitriãs, as rivais européias ainda deram um set inteiro de graça em erros (25 pontos).

Agora é o Brasil quem deve se preparar para não parar no bloqueio e na defesa da China na semifinal da Olimpíada de Pequim. Vale manter a variação dos ataques e explorar as bolas rápidas, que enganam a marcação adversária. Mas é fundamental também ter calma e agüentar a torcida barulhenta que vai fazer de tudo para empurrar o time da casa.

Semi das Américas
Na outra semifinal, Estados Unidos medem forças com Cuba por um lugar na decisão olímpica. Mais um jogo que promete emoções fortes. De um lado, a regularidade das norte-americanas. Do outro, a manha e o volume de jogo das cubanas. Pelo histórico das duas seleções, meu palpite é Cuba na final.

enviada por Aretha Martins



18/08/2008 16:57

Confiança no mata-mata da Olimpíada! Vem medalha por aí?

Depois de dias sem conseguir postar por problemas técnicos com o blog logo no começo da Olimpíada, estou de volta e confiante nas seleções brasileiras de vôlei em Pequim. As mulheres estão arrasadoras e chegaram às quartas-de-final sem nenhum set perdido. Os homens recuperaram a alegria em quadra e também se classificaram com o primeiro lugar no grupo. Já dá para sonhar com medalha olímpica?

A seleção feminina mostrou na quadra chinesa que está em um ótimo momento. Desde as finais do Grand Prix, o time de Zé Roberto apresenta variação no ataque, com Mari, Paula, Sheila e as centrais, e poder no bloqueio. E foi justamente a parede verde e amarela que assustou os adversários em Pequim.

Até as gigantes da Rússia se perderam com o bloqueio nacional bem armado. Foi a vingança da derrota na semifinal da Olimpíada de Atenas, quando as brasileiras caíram diante das mesmas russas depois de estarem com 24 a 19 no placar no set decisivo. A seleção masculina podia olhar para as mulheres e voltar a boa fase na rede também.

Para conseguir o inédito ouro olímpico, a seleção feminina precisa manter o foco e o emocional equilibrado. Elas enfrentam o Japão nas quartas e podem cruzar mais uma vez com a Rússia, que pega a China, na semifinal. Jogos para vencer as brasileiras têm e já mostraram isso. Resta saber se a equipe não vai amarelar como no Grand Prix do ano passado, no Pan, em Atenas...

Homens têm sorte em Pequim
Já a seleção masculina levou um tapa na cara, como os próprios jogadores definiram, com as derrotas na semi e na disputa do bronze na Liga Mundial e, aos poucos, se recupera. Bernardinho tem nas mãos um excelente time, principalmente com a recuperação de Giba e a volta de Rodrigão.

Na primeira fase em Pequim, o time estava unido e focado e tudo isso deu certo. Depois de um começo um pouco morno e o jogo perdido para a Rússia, a equipe acordou. Contra a Polônia, na reedição da final do Mundial de 2006, sufoco para vencer o primeiro set. Depois, vitória tranqüila nas parciais seguintes e um time em quadra equilibrado, com Marcelinho distribuindo bem as bolas e o ataque voltando a aparecer com potência. Para fechar, 3 a 0 na Alemanha e a prova de que a defesa também está bem, já que os alemães usaram a abusaram o saque mais do que forçado para tentar superar o Brasil. O serviço foi uma bomba, mas não passaram disso.

Agora nas quartas-de-final da Olimpíada, a seleção brasileira masculina é quem tem a vida mais fácil. Eles pegam a China que, apesar de ser a dona da casa e contar com a torcida, não é um time que possa assustar realmente. Os outros confrontos dessa fase serão mais complicados Itália x Polônia, Bulgária x Rússia e Estados Unidos x Sérvia.

Se chegar passar pela China, o time de Bernardinho pode dar sorte mais uma vez. Terá pela frente Itália ou Polônia na semifinal. Os italianos estão treinando há tempos para a Olimpíada, mas não metem mais medo no Brasil como nos anos 90. Já os poloneses são altos e sacam forte, mas sofrem com a variação de ataques nacionais e também não assustam tanto assim. O Brasil só voltaria a encontrar Rússia e Estados Unidos, os temidos algozes da Liga Mundial, na final. Até lá já deu tempo para esquecer o passado e sonhar com mais um ouro olímpico.

enviada por Aretha Martins



07/08/2008 20:30

Quem manda no treino é o técnico!

Nesta quinta-feira todos os jornais que pararam para falar do vôlei de quadra em Pequim, mostraram uma discussão entre Bernardinho e Gustavo no treino da seleção na China. O técnico chamou a atenção de Bruninho, Gustavo entrou na briga e Bernardinho levantou o tom de voz e afirmou que quem manda no treino é ele. E não é verdade?

Quem nunca levou bronca de um técnico em algum treino e não gostou? Quem não quis defender um companheiro por uma bronca injusta? Isso acontece e muito no esporte e não é nada demais. Só virou demais porque foi com Bernardinho, conhecido por seu comportamento enérgico com os jogadores.

Como disse Giba em entrevista a TV Globo depois do treino, “passar a mão na cabeça não é coisa desse time”. E foi com as broncas de Bernardinho que a seleção masculina voltou ao topo do mundo. Podem falar que ele é estrela, antipático e tudo mais, mas sabe colocar um time nos eixos. E às vezes é bom lembrar quem manda e dentro do time, ele é o comandante.

Já comentaram aqui no blog que Gustavo poderia ser o próximo cortado do time por causa do episódio de hoje. Calma, muita calma. O corte de Ricardinho deve ter sido resultado de muitas divergências entre ele e Bernardinho, já que os dois são conhecidos pelo gênio forte, e aconteceu de uma maneira traumática para todos. O episódio com Gustavo foi apenas uma cena corriqueira de um time que está sob pressão de se manter no lugar mais alto do pódio. Mas uma coisa ficou clara: ser filho do treinador não alivia em nada a cobrança, não é Bruninho?

enviada por Aretha Martins



06/08/2008 20:35

Derrota é passado... Mas o que fazer pelo ouro em Pequim?

Perder não é bom para ninguém, muito menos para quem carrega o peso de estar em uma das melhores seleções de vôlei da atualidade. Perder em casa, diante de milhares de brasileiros apaixonados, na última competição antes da Olimpíada é pior ainda. Foi por isso que passou o time de Bernardinho antes do embarque para Pequim. Mas tudo já passou. Será?

Os brasileiros já treinam na China e garantem que as derrotas para Estados Unidos e Rússia nas finais da Liga Mundial ficaram no passado. Restou apenas o gostinho de vingança. Esse é o lado bom da derrota. Depois de superada a fase depressiva, vem a vontade de dar o troco e voltar a vencer. Como disse Giba na semana passada, o Brasil quer agradecer pelo tapa na cara levado dos americanos com o pódio em Pequim.

O tempo para arrumar a casa é curto. A seleção estréia contra o Egito no dia 10 de agosto e precisa colocar a cabeça no lugar e consertar os erros na defesa e no bloqueio, culpados pelos tropeços no Rio de Janeiro. Será que dá?

O Mundo do Vôlei pergunta: o que precisa ser feito nesses dias em Pequim para que o time brasileiro volte a vencer? O que precisa melhorar? Qual o fundamento a ser trabalhado mais? O que fazer pelo ouro em Pequim? Os comentários estão abertos...

enviada por Aretha Martins



27/07/2008 16:16

Só Giba e Dante merecem alguma coisa nas finais da Liga

Mais uma vez o Brasil perdeu na Liga Mundial, agora para a Rússia, na disputa do bronze. E o que se viu da seleção em quadra foi um vexame. Qualquer bola russa caia na quadra nacional. Nada do bloqueio verde e amarelo parecer. Só não foi pior graças aos pontos de saque de Giba e aos ataques de Dante.





Os dois foram os únicos brasileiros que ganharam prêmios individuais nesta Liga. Quem também apareceu bem nas finais foi o levantador reserva Bruninho, com agilidade nas bolas nas pontas e um bom saque. Mas isso não é suficiente para ser campeão.

Desde o jogo contra o Japão, o Brasil vinha pecando no bloqueio e na defesa. Contra Estados Unidos e Rússia foi a mesma coisa. As duas seleções escolhiam onde colocar a bola na quadra brasileira e a nossa defesa, para a loucura de Bernardinho, aceitava. Com certeza esse é o setor que o time mais precisa trabalhar até a Olimpíada de Pequim se quiser mais um ouro.

Para atrapalhar mais ainda, as outras seleções, como lembrou Giba na coletiva após a derrota para a Rússia, já conhecem muito bem o time nacional. Nem a potente bola de meio fundo é mais tão eficiente. Está na hora de inventar coisas novas e dar ainda mais agilidade ao jogo.

Nessas horas dá saudade de Ricardinho no comando das jogadas, como já comentaram alguns leitores. Ele sempre tinha uma jogada rápida para arriscar, mesmo sem o passe na mão. É com essa audácia é que faz um campeão. Marcelinho leva vantagem por ser mais regular que o seu antecessor, mas ele não surpreende tanto o bloqueio adversário. Bruninho já é mais ousado, porém ainda precisa de estrada para segurar a responsabilidade de ser o titular.

A mísera quarta colocação do Brasil na Liga Mundial não tira todos os méritos das conquistas dessa geração. Entretanto, coloca todos com os pés no chão. Ainda é preciso trabalhar para Pequim. É fundamental arrumar a defesa e também a cabeça dos jogadores que, acostumados a vencer sempre, parece que esqueceram como reagir em uma partida praticamente perdida. É bom que eles voltem ao seu auge já que a Rússia e a Sérvia, vice na Liga, estão no grupo do Brasil em Pequim.

Depois de hoje, parabéns para os russos, que se fecharam na defesa e foram gigantes no saque e no ataque. Parabéns para o jovem Mikhaylov, que arrasou no serviço e mostrou que tem futuro.

*Foto: Serginho consola Giba na derrota na Liga Mundial/Divulgação*

enviada por Aretha Martins



26/07/2008 16:07

Quando o Brasil vai estar 100%?

Depois da derrota para os Estados Unidos na semifinal da Liga Mundial, os brasileiros reconheceram que ainda precisam melhorar para a Olimpíada. Giba e Marcelinho comentaram que o time não rendeu o que podia. André Heller passou toda a fase final dizendo que isso é normal e ainda não é o momento de estar 100%. E quando será esse momento, então?

Para a seleção, 100% só na Olimpíada de Pequim. Mas eles esqueceram que estamos a apenas 13 dias dos Jogos de Pequim e não tem muito mais o que se fazer nesse tempo. O Brasil deveria estar no seu melhor já nas finais da Liga, já que joga com as mesmas equipes para irão para a China. Era a hora de forçar os titulares, deixar eles suarem em quadra.

Bernardinho passou o campeonato testando a melhor formação do time brasileiro para Pequim e acabou escalando para os Jogos os mesmos atletas que sempre defenderam as cores nacionais. Será que todo os testes e a formação diferente a cada jogo compensaram?





Além disso, o Brasil sofreu com as lesões de dois jogadores de peso: Giba e Rodrigão. Giba é o ponto de equilíbrio no time. Ele chama o jogo nos momentos decisivos e sabe atacar e defender. Já Rodrigão é uma parede no bloqueio. Eles só voltaram à equipe nacional na fase final da Liga Mundial e ainda não estão no seu ritmo ideal porque jogaram pouco. Eles sim ainda precisam suar em quadra.

As novas referências da equipe de Bernardinho e que não podem baixar o rendimento, como aconteceu contra os Estados Unidos, são Gustavo e André Nascimento. Eles são uma potência no saque e o ataque do canhoto estava fulminante. O Brasil depende deles para sonhar com o ouro olímpico. Tomara que ainda dê tempo de todos estarem 100%.

*Foto: Gustavo e Serginho no banco na derrota para os Estados Unidos/Divulgação*

enviada por Aretha Martins



26/07/2008 16:00

Sérvia vai para a final sem perder nenhum set

A segunda semifinal da Liga Mundial foi uma aula de saque e ataque da Sérvia. Sem perder nenhum set nesta fase da competição, os sérvios buscam o título inédito contra os Estados Unidos neste domingo. Foi mais um resultado merecido.

Com Miljkovic no ataque e Bejlica no saque, a Sérvia deu uma lavada na Rússia no primeiro set. Ao longo da partida, os russos tentaram reagir, não tiveram forças e perderam por 3 sets a 0. E com esse resultado, a Sérvia não é derrotada desde a vitória sobre o Brasil no último jogo da fase internacional, em Goiânia.

Na final, os sérvios encaram mais uma vez os Estados Unidos. Na abertura da fase final, eles venceram os norte-americanos por 3 a 0 sem nenhuma dificuldade e, com a fórmula de saque forçado+ataque, pretendem repetir o feito na decisão. Eles têm chances, mas se os Estados Unidos mantiverem o volume de defesa que mostraram contra o Brasil, vão complicar.

Uma coisa já é certa: a Sérvia voltou a ser a equipe que era quando ganhou a Olimpíada de Sydney. O time passou por uma reformulação e agora se encontrou em quadra. Novatos como os atacantes Starovic e Janic e o central Bejlica estão arrasando ao lado do levantador Grbic, do central Geric e do oposto Miljkovic. A mísera nona colocação na edição 2007 não é nem mais lembrada e o time vai com tudo para os Jogos de Pequim. E na China, eles estão no grupo do Brasil na primeira fase...

enviada por Aretha Martins



26/07/2008 15:58

Defesa ganha jogo de vôlei, sim senhor!

Depois da primeira semifinal da Liga Mundial, acabou a idéia de que a melhor equipe é quem saca ou ataca mais. Os Estados Unidos jogaram muito bem e tiraram o Brasil da briga pelo oitavo título na base da defesa. Eles encostaram em praticamente todas as bolas e não há atacante que agüente passar um jogo todo sem colocar a bola direto no chão.



A seleção tentou variar jogadas e melhorou com as entradas de Bruninho e Samuel nos lugares de Marcelinho e André Nascimento, mas não o suficiente para evitar os 3 a 0 para os norte-americanos. Quase todos os ataques nacionais iam para os braços dos adversários, no bloqueio ou no fundo de quadra. E a ordem nos Estados Unidos era colocar a bola para cima. Aí era problema do levantador Ball, que arrumava tudo para os atacantes. Já do lado do Brasil, as pancadas norte-americanas iam para o chão com muito mais facilidade.

Parabéns para os Estados Unidos. Com um time maduro, comandados por Ball, Pridy e Stanley, que arrasou no saque, eles cresceram para cima dos brasileiros. Confesso que me enganei quando achei que a Polônia poderia passar para a semifinal em um dos posts anteriores. O time yankee está em sua melhor fase e é muito chato jogar contra quem acredita em todas as bolas. Eles vão dar trabalho para a Sérvia na final e para quem cruzar o caminho deles na Olimpíada.

*Foto: Priddy, centro, comemora com norte-americanos/Divulgação*

enviada por Aretha Martins



25/07/2008 11:31

Como manter o alto nível contra uma seleção mais fraca?

Que o Brasil iria ganhar do Japão e sair como primeiro do grupo na fase final da Liga Mundial não era surpresa para ninguém. Mas jogos desse jeito, contra um adversário bem mais fraco, sempre me preocupam. Como manter o alto nível e não jogar só por jogar?

Na vitória desta sexta-feira, o Brasil começou fulminante. Com Rodrigão ao lado dos titulares, foi um show de ataque, saque e tudo mais. Os japoneses, que só estão na final porque foram convidados pela Federação Internacional, tentaram usar velocidade, entretanto se perderam no passe e na defesa e nem viram a bola.

Imagina você estar na melhor seleção do mundo e, do outro lado da rede, um time sem experiência e coagido. É complicado manter a atenção total e a vontade de arrasar. E isso não é desrespeito com os rivais! É simplesmente o natural de qualquer um. Quando tudo é muito simples, você acaba relaxando.

Na segunda parcial esse relaxamento apareceu. A seleção brasileira parou de defender e o serviço e o ataque nipônicos colocou os adversários na frente pela primeira vez na partida. Aí é que pesa o bom treinador no banco. Bernardinho viu a apatia de seus jogadores e mexeu no time. Quem está no banco sempre entra com mais vontade e nem aí para os adversários.

Deu certo e o Brasil venceu a parcial. Bruno assumiu o levantamento, variou as jogadas e foi o melhor sacador da partida. No terceiro set, a mesma tática. Com um time reserva em quadra, porém muito mais motivado que os titulares, a seleção passeou e fechou o jogo.

O problema maior da seleção nessa partida nem foi a mudança no comportamento dos jogadores, mas sim a falta de eficiência no bloqueio. Contra o Japão, que joga basicamente com a bola só na entrada, é fácil se armar e, mesmo assim, o Brasil marcou apenas seis pontos no bloqueio em toda a partida. Isso não é normal. Que essa falta de um paredão seja apenas mais um reflexo das bobeiras contra um adversário simples.

O rival do Brasil na semifinal da Liga Mundial será os Estados Unidos. A Sérvia venceu a Polônia por fáceis 3 sets a 0 e ficou com o primeiro lugar do grupo e vai pegar a Rússia na briga por um lugar na final. As partidas acontecem neste sábado.

*Foto: Murilo a André Heller, que começaram no banco, vibram com o Brasil/AP*

enviada por Aretha Martins



23/07/2008 12:02

Rússia perde o rumo contra o Brasil na Liga Mundial

Pela tradição dos dois times, tinha tudo para ser um daqueles jogos sofridos, que só são decididos no tie-break. Mas tudo não passou de impressão. Depois de ficar atrás do placar no primeiro set, o Brasil virou, cresceu no saque e na rede e dominou a Rússia com uma vitória por 3 sets a 0 (25/23, 25/18 e 25/15).

Nem parecia que era uma manhã de quarta-feira. O Maracanãzinho estava lotado para ver o Brasil. No primeiro set, a Rússia se apoiou nos ataques de Poltavskyi e passou sem problemas pelo bloqueio brasileiro. A reação veio no finalzinho, no 23 a 22, com André Nascimento no saque e no contra-ataque. Nos sets seguintes, a seleção manteve o ritmo no saque e passou a chegar aos bloqueios e dominar os russos até fazer 25 a 15 na última parcial.

A Rússia, que tem como principal arma o ataque, não conseguiu encaixar boas bolas na segunda e na terceira parciais e parecia perdida em quadra. "Dos três sets da partida, não jogamos em dois", disse o levantador russo Grankin. Às vezes Poltavskyi acertava um bom ataque, mas não fazia muito mais do que isso. Do outro lado, o Brasil variava jogadas rápidas e de tempo e ia abrindo cada vez mais no placar e ganhando moral no jogo. Assim ficou fácil.

O time de Bernardinho jogou como deveria contra os gigantes russos. Com o bloqueio pesado no meio-de-rede, André Nascimento e Dante apareceram para bater do fundo e das pontas. E os dois passam por uma ótima fase e sabem atacar as bolas mais altas, para explorar o bloqueio. Além disso, nosso oposto está sacando muito bem nesta Liga Mundial e não há recepção adversária que passe com perfeição. Basta guardar essa lição e reaplicá-la em Pequim, já que Brasil e Rússia estão na mesma chave do torneio de vôlei.

Agora a seleção tem um compromisso que, na teoria, é mais simples. Na sexta, às 10h (horário de Brasília), o time volta ao Maracanãzinho e enfrenta o Japão, que só está nas finais porque recebeu o wild card da Federação Internacional. Se seguir com o saque para quebrar as jogadas rápidas dos orientais, será mais uma vitória.

*Foto: Rússia desmonta com ataque do Brasil/EFE*

enviada por Aretha Martins



22/07/2008 22:43

Chega a hora da verdade para o Brasil na Liga Mundial

Acabou a moleza de jogar com a garantia de estar classificado para a próxima fase. Acabaram os diversos teste para saber qual a formação ideal do time brasileiro. Agora é para valer! O Brasil, classificado para as finais por ser a sede da Liga Mundial, terá um velho rival e um adversário simples no caminho rumo ao oitavo título da competição.

A fase final começa nesta quarta, com a partida contra a Rússia. O retrospecto de decisões está empatado. O Brasil foi campeão em 1993 sobre a Rússia em São Paulo e perdeu para o mesmo time em 2002, em Belo Horizonte. Agora o jogo será no Maracanãzinho e acabou o conforto de jogar com a vaga garantida, como foi na primeira fase.

A Rússia já avisou que usará força total e é a hora do Brasil fazer o mesmo. Chega de mudar o time a cada etapa. É a hora de colocar Marcelinho, André Nascimento, Dante, Giba, Gustavo e Rodrigão como titulares e manter a formação para que a equipe fique totalmente entrosada tanto para essa etapa da Liga quanto para a Olimpíada de Pequim.

Na semana passada, contra a Venezuela, foram duas vitórias simples, mas com formações diferentes. No primeiro dia, os titulares e no segundo confronto, um time misto. Isso é bom para mostrar que, entra ano e sai ano, o Brasil continua com gente boa em quadra e no banco. Porém, chegou o momento de fechar o grupo e trabalhar tudo o que pode e o que não pode para conseguir esse título e o ouro na China. Já deu tempo suficiente para Bernardinho testar as diversas formações da equipe. Deixe os mais experientes ralarem um pouco, comandante!

E depois da Rússia, a seleção encara o Japão, que foi convidado pela FIVB para a fase final. Contra os orientais o time nacional não deve ter trabalho.

Equilíbrio na outra chave

Já o outro grupo desta fase final da Liga Mundial está mais equilibrado. Estados Unidos, Polônia e Sérvia lutam por duas vagas nas smeifinais. Pelo retrospecto dos times, é complicado apontar favoritos, mas se a Servia jogar completa e Polônia mantiver o nível de saque do último Campeonato Mundial, os Estados Unidos devem levar a pior. A sorte está lançada!

enviada por Aretha Martins



14/07/2008 22:43

Depois do 5 e meio, time completo para o Brasil

A seleção masculina lotou o Mineirinho no final de semana e venceu a França duas vezes. No sábado, a equipe nacional estava com cinco jogadores e meio em quadra. Já no domingo, o time mostrou força total e deixou claro quais serão os atletas a vestirem a amarelinha na Olimpíada de Pequim.

No primeiro confronto, Giba voltou ao time depois de ficar quase toda a primeira fase da Liga longe das quadras com uma torção no tornozelo. Ele fez bem o seu papel no fundo de quadra, mas pouco atacou. Foi só um “meio” jogador. Com isso, o Brasil se viu com o meio-de-rede e Dante e André Nascimento como opções no ataque, o que facilitou o jogo dos franceses que não se renderam fácil apesar dos 3 a 0 no placar.



Já na segunda partida, Giba estava mais solto e voltou aos ataques certeiros. Marcelinho com certeza agradeceu. E foi a vez da volta de Rodrigão, após quatro meses afastado dos jogos para se recuperar de um rompimento no ligamento do joelho. Mostrando uma impressionante recuperação, ele saltou, bloqueou, atacou e ajudou o Brasil a fazer mais um 3 sets a 0 na França diante da barulhenta torcida mineira. Agora sim o time está completo.

Apesar das boas atuações ao longo da competição, o central Éder deve ser o último cortado da seleção brasileira. A sua esperança de seguir no time que irá para Pequim era que Rodrigão não voltasse bem, mas não foi o que aconteceu. Para quem estava sem ritmo de jogo, a primeira partida com o time nacional na Liga foi muito boa.

Giba, mesmo não sendo tão acionado no ataque como o de costume, também tem a sua presença garantida em Pequim. Ele é o cabeça e capitão da equipe. Para Éder e os outros que já foram cortados fica a experiência de estar na melhor seleção do mundo e o bom trabalho feito diante dos olhos Bernardinho, que sabe que irá precisar dessas caras novas depois da Olimpíada. Gustavo já disse que não joga mais na seleção e uma vaga no meio-de-rede ficará disponível. Abra o olho, Éder, porque se você for cortado agora, logo logo estará de volta.

*Foto: Giba volta à seleção brasileira/Divulgação*

enviada por Aretha Martins






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Aretha Martins

Aretha Martins
Jornalista, 25 anos, repórter de esportes do Último Segundo. Apaixonou-se por vôlei na Olimpíada de Barcelona, com a geração de ouro de Maurício, Tande, Giovane e companhia. Jogou durante nove anos e, agora, acompanha o esporte do lado de fora das quadras e arrisca dar seus palpites.

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